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BMS para baterias de lítio
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O BMS — Battery Management System — é o sistema eletrónico que monitoriza e protege uma bateria de lítio. Sem ele, uma bateria LiFePO4 não pode ser utilizada com segurança: é o componente que impede que uma célula fique sobrecarregada, que o conjunto de células se descarregue abaixo do seu limite ou que funcione fora do intervalo de temperatura.
O que é o BMS de uma bateria de lítio
Uma bateria de lítio de 12 V é composta por quatro células em série, e uma de 48 V por dezasseis. Essas células não envelhecem exatamente da mesma forma: com os ciclos, ficam desequilibradas e, assim que uma delas atinge a sua tensão máxima antes das outras, começa a degradar-se muito mais rapidamente do que as restantes.
O BMS realiza quatro funções: mede a tensão de cada célula individualmente, equilibra-as entre si, interrompe a carga ou a descarga quando alguma delas sai do intervalo permitido e protege contra temperaturas fora dos limites de funcionamento. Numa bateria de chumbo, nada disto é necessário; no caso das baterias de lítio, é isso que distingue um conjunto que dura doze anos de um que se avaria em dois.
BMS integrado ou BMS externo
As baterias de lítio comerciais —Pylontech, Pytes, os Victron SuperPack e a série NG — já vêm com o BMS integrado. Instalam-se como uma bateria convencional e não é necessário mais nada.
O BMS externo é necessário em duas situações: quando se montam células avulsas para construir um conjunto de baterias à medida e quando se utilizam baterias Victron da série Smart, que separam a bateria do BMS para permitir configurações em série e em paralelo mais flexíveis.
BMS para baterias de lítio de 12 V e 48 V
A tensão do sistema determina o modelo. Um BMS para bateria de lítio de 12 V gere 4 células; uma para bateria de lítio de 48 V, 16. Para além do número de células, é necessário dimensionar a corrente máxima de carga e descarga: um BMS que desliga abaixo do pico exigido pelo seu inversor vai deixar o sistema parado sempre que for iniciada uma carga intensa.
O outro critério é a comunicação. Um BMS que comunica com o inversor através da rede CAN permite que este conheça o estado real da carga e ajuste as correntes em conformidade. No ecossistema Victron, isto traduz-se no controlo DVCC, que é o que permite que o sistema carregue de forma ótima sem necessidade de configuração manual.
O que mais precisas para proteger o banco?
O BMS não substitui a proteção elétrica. Um banco de lítio necessita também da sua fusível corretamente dimensionado, um protetor de bateria para cargas sensíveis e, se quiseres ver mesmo o que se passa, um monitor de baterias tipo SmartShunt.
Diz-nos quantas células tem a tua bateria, a que tensão funciona e que inversor tem, e nós dizemos-te qual o BMS mais adequado. Consulta técnica sem custos.
















